quinta-feira, 8 de novembro de 2012

SÃO BORJA POSSUI A MAIOR USINA TERMOELÉTRICA DE CASCA DE ARROZ DO BRASIL




Inaugurada em maio de 2012, e em funcionamento com 100% de sua capacidade desde 2010, a Usina Termoelétrica de São Borja é a maior do Brasil em funcionamento com casca de arroz. A UTE de São Borja produz 12,3 megawatts de energia, o suficiente para abastecer uma cidade com 80 mil habitantes.
As primeiras tentativas de implantação deste projeto tiveram inicio em 2000 quando a Agência de Desenvolvimento de São Borja (ADSB) levou a cidade o professor Milton de Souza (USP/SP), que proferiu palestra sobre o potencial da casca de arroz na produção energética bem como solucionar seus riscos ambientais. 

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do Brasil, fator que viabilizou a escolha dessa matriz energética. E a casca do arroz por não possuir valor comercial sempre foi descartada em aterros. No entanto, agora com a usina, este insumo é utilizado na produção de energia. Com isso há uma redução no custo global de energia e uma solução ambiental para o resíduo da produção do grão. E as 100 mil toneladas de casca/ano necessárias para o funcionamento da usina vêm da parceria com as empresas beneficiadoras de arroz.
A usina pertence ao fundo de investimento alemã MPC Bionergie Brasilien GmbH & Co. KG e é operada pela Dalkia Brasil, subsidiária da Veolia Environnement e da Eletricité de France (EDF).
No Brasil a UTE de São Borja é a primeira usina de biomassa operada pela Dalkia no Brasil, porem, e essa empresa opera 280 projetos de geração de energia a partir de biomassa em todo o mundo.

São Borja já tem colhido os frutos desse empreendimento, durante a obra ouve geração de emprego e renda dentro do município. A produção de energia, e futuramente os subprodutos provenientes das cinzas da queima da casca do arroz, acarretarão ganhos importantes para a cidade, sobretudo com a arrecadação de ICMS.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

HÚMUS PODE SER UMA ALTERNATIVA PARA TRATAMENTO DE SOLO CONTAMINADO



Um estudo realizado pelo químico Leandro Antunes Mendes, do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP), mostrou que a vermicompostagem é capaz de remediar solos contaminados por como, cobre e bromo.
A vermicompostagem é um processo de decomposição de resíduos orgânicos realizado por minhocas, que gera o vermicomposto, também chamado de húmus, material muito utilizado como fertilizante. 

Mendes destaca a predominância de alternativas verdes, que não prejudiquem o meio ambiente. O químico ressalta ainda, que o tratamento de solos contaminados por metais costumam ser tratados com solventes, que são poluentes. “Já sabíamos que o vermicomposto apresenta a propriedade de reter metais, então decidimos testar a técnica”, explana o pesquisador.
Outra vantagem do tratamento com húmus é que os metais não ficam no meio ambiente, e não ocorre a lixiviação (processo em que a chuva carrega substâncias para o lençol freático).
Os testes foram realizados para a dissertação de mestrado denominada “Utilização de vermicomposto com vistas à remediação de solos contaminados com cromo, cobre e chumbo”, apresentada ao IQSC, sob a orientação da professora Maria Olímpia de Oliveira Rezende, do Laboratório de Química Ambiental. "A adição de 2,5 gramas de vermicomposto em 7,5 gramas de solo foi capaz de reter 100% das espécies metálicas, tanto no solo arenoso como no argiloso, comprovando que o vermicomposto também é eficaz como descontaminante”, explica Mendes.
O trabalho foi realizado com amostras de solo arenoso e argiloso, e a opção por cromo se deu devido a sua predominante utilização em curtumes, enquanto cobre e chumbo, mesmo sendo contaminantes, são necessários para as plantas, mas em pequenas quantidades. E a vermicompostagem utilizada foi de uso comercial, comprada em empresa privada.
 O químico utilizou uma solução contendo os dois metais e a aplicou nos dois tipos de solo. E em ambos os caso, o vermicomposto foi capaz de reter 100% dos metais.

FONTE: Agencia USP de notícias.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

BITUCAS DE CIGARROS SÃO UM LIXO COMUM E PERIGO



Os filtros de cigarros, também chamados de bitucas, são o lixo mais comum em qualquer lugar do mundo. Fumantes que jogam essas bitucas de cigarro em lugares públicos é uma cena que se repete constantemente, principalmente em cidades onde é proibido o fumo em ambientes fechados. Calçadas, praças, parques, ruas e até em rios e praias, são vistos esses resíduos. 


De acordo com a ONG Cigarette Litter, são jogadas anualmente cerca de 4.5 trilhões de bitucas em espaços públicos. A Aliança de Controle do Tabagismo do Brasil (ACTBR) afirma que são produzidas 2,1 bitucas de cigarro por habitantes do planeta, e se forem considerados apenas os fumantes esse número salta para 7,7 bitucas por pessoa.
As bitucas de cigarros são um resíduo tóxico, uma vez que em sua composição possuem alcatrão, substancia cancerígena. E entre outros prejuízos ambientais lembramos que as bitucas demoram cerca de cinco anos para se decompor na natureza. Alem disso, podem causar incêndios quando descartadas ainda acesas, hábito comum entre muitos fumantes. As bitucas entopem galerias pluviais e são transportadas pela chuva para cursos d’água, e atingem o oceano, onde acabam sendo engolidos por peixes, tartarugas e golfinhos, causando-lhes em muitos casos asfixia.
Este problema é pior do que se imagina. Um estudo realizado pelo professor da Fa­­culdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Aristides Almeida Rocha e pelo advogado Mario Albanese, presidente da Associa­ção de Defesa da Saúde dos Fu­­mantes revela que duas bitucas de cigarro provocam a mesma quantidade de poluição que um litro de esgoto comum.
Abaixo texto sobre a pesquisa, extraido do periódico GAZETA DO POVO.



PESQUISA MOSTROU COMO AS GUINBAS POLUEM

Na experiência conduzida pelos professores Aristides Almeida Rocha e Mário Albanese nos laboratórios da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, 20 pontas de cigarro foram colocadas em um recipiente com 10 litros de água e submetidas a um processo de agitação. A mistura permaneceu em infusão por oito dias. Do líquido resultante, que apresentava coloração amarelo-escura e forte odor de nicotina, foram retiradas amostras de 100 mililitros para análise da de­­manda bioquímica de oxigênio (DBO), indicador que mede a poluição causada por matéria orgânica biodegradável.
No processo de decomposição, micro-organismos como bactérias, protozoários e fungos alimentam-se do material orgânico poluente e consomem o oxigênio dissolvido no meio aquático. Quanto maior for a demanda por oxigênio, mais prejudicada será a sobrevivência dos peixes e de outros organismos aquáticos.
O esgoto doméstico, em geral, rouba o oxigênio da água em taxas que variam de 300 a 600 mg/l. Na experiência com as 20 guimbas dissolvidas em 10 litros de água, a DBO atingiu 317 mg/l. “Considerando-se que o peso médio de uma bituca é de 0,5 grama e provoca uma DBO de 0,75 mg/l, torna-se possível concluir que 2 bitucas ou 1 grama promove uma demanda de oxigênio de 1,5 mg/l”, diz Alba­nese. “Esse valor corresponde à poluição causada por um litro de esgoto doméstico”, conclui. Já o filtro, que faz parte do toco do cigarro, resiste à biodegradação, permancendo no solo e na água por 5 a 7 anos, sem se de­­compor. 

Texto produzido por Ari Silveira - Gazeta do Povo



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

BRASIL RECICLA 2,1 MILHÕES DE LATINHAS DE ALUMINIO POR HORA


Em 2011 o Brasil atingiu um recorde na reciclagem de latinhas de alumínio, com a reutilização de 98,3% das embalagens de bebidas consumidas. Com esses números, o país mantém a liderança mundial em reciclagem de alumínio, posição que ocupa desde 2001.
No ano de 2011 foram recicladas 18,4 bilhões de embalagens, correspondendo a 50,4 milhões de latas diárias, ou 2,1 milhões de latas por hora, conforme dados da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (ABRALATAS).


A coleta de latas de alumínio de bebidas injetou na R$ 645 milhões na economia brasileira. Outro fator relevante é a economia de energia elétrica. O processo de reutilização de alumínio consome apenas 5% de eletricidade, em relação ao processo de produção de metal primário. Com isso a reciclagem de 248,7 mil toneladas de latas trouxe uma economia de energia equivalente ao consumo anual de 6,5 milhões de pessoas, ou dois milhões de residências.
Na tabela abaixo o índice de reciclagem de latinhas de alumínio no Brasil, Europa e outros países. 


FONTE:  planetasustentavel.abril.com.br